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Semana de Ação Mundial 2009 ::
De 22 a 29 de abril
Alfabetização
de jovens e adultos e aprendizagem ao longo da vida
:: Dados
Analfabetismo (dados da PNAD/IBGE, 2006):
- O índice de analfabetismo caiu de 14,2% em
1996 para 10,4% em 2006, mas a cifra de analfabetos com 15 anos ou mais no
país ainda é de 14,4 milhões;
- De acordo com o PNE (Plano Nacional de
Educação), em 2006 o Brasil deveria ter no máximo 3,7% de analfabetos, mas
ainda possuía o índice de 10,4%. Se mantida a média, em 2011, quando a
meta é extinguir o analfabetismo, o país ainda terá 10% de sua população
sem saber ler e escrever;
- O Nordeste tem taxa de 20,7% e o maior número
de analfabetos em termos absolutos (7,6 milhões);
- Entre negros (pretos e pardos) a taxa é de
14%, mais de duas vezes superior à dos brancos (6,5%). Do total de
analfabetos, 69,4% são negros, enquanto a participação deste grupo na
população total é de 49,5%;
- Na zona rural, a taxa é de 24%, enquanto na
zona urbana é de 8%, embora em números absolutos, a zona urbana (9,2
milhões de analfabetos) supere em muito a rural (5,2 milhões).
Analfabetismo funcional (dados do Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional, 2001-2007, desenvolvido pela Ação
Educativa e pelo Instituto Paulo Montenegro):
- Uma pessoa é considerada analfabeta funcional
quando, mesmo sabendo ler e escrever frases simples, não possui as
habilidades necessárias para satisfazer as demandas do seu dia-a-dia e se
desenvolver pessoal e profissionalmente;
- A taxa de analfabetismo funcional entre a
população de 15 a
64 anos de idade caiu de 39% em 2001 para 32% em 2007;
- 64% dos brasileiros nessa faixa etária que
estudaram até a 4a série são considerados analfabetos funcionais;
- Apenas 20% dos que cursam/cursaram da 5ªà
8ªsérie podem ser considerados plenamente alfabetizados; 26%
permanecem no nível rudimentar, com sérias limitações;
- 53% dos que cursam/cursaram o ensino médio
ainda são considerados analfabetos funcionais;
- As diferenças regionais são enormes - a taxa é
de 29% no sul, 33% no sudeste, 41% no norte e centro-oeste e 46% no
nordeste.
Educação de jovens e adultos:
- De 1997 a 2006 houve aumento de 59% das
matrículas de EJA no ensino fundamental em cursos presenciais. No ensino
médio, as matrículas cresceram 344%;
- Em 2006, apenas 27% das escolas com matrículas
em EJA possuíam biblioteca e, em somente 12% dessas escolas havia acesso a
computador (dados da PNAD/IBGE, 2006);
- A modalidade EJA, ensino fundamental, possui mais de 175 mil professores nos sistemas
municipais e estaduais, mas a grande maioria nunca recebeu formação
específica. Menos de 2% dos mais de 1,5 mil cursos de pedagogia do país
destinam atenção específica à formação de educadores de jovens e adultos
(dados da Unesco).
- Nos presídios brasileiros, 75% dos 440 mil
jovens e adultos não completaram a educação básica, sendo que 12% são
analfabetos e apenas 18% participam de atividades educacionais
(informações da Relatoria Nacional para o
Direito Humano à Educação, com dados do Ministério da Justiça).
Leitura (dados do Instituto Pró-Livro):
- Houve melhorias nos índices de leitura, com 26
milhões de leitores identificados em 2000 e 66,5 milhões em 2007;
- Em 2007, 45% (77,1 milhões) declaram-se
não-leitores. Desses, 33% alegam falta de acesso ao livro (falta de
dinheiro e de bibliotecas), 53% dizem não ter interesse pela leitura;
- Não-leitores são mais velhos e têm baixa ou nenhuma escolaridade: 21 milhões dos que
não lêem são analfabetos (28%) e 27 milhões (35%) só cursaram até a 4ª
série;
- Não-leitores estão na base da pirâmide social:
10% pertencem à classe E, 50% à classe D, 33% à classe C
e apenas 7% são da classe B e 1% da classe A;
- 19% dos livros estão nas mãos de 1% da
população, enquanto 8% da população não têm nenhum livro em casa;
- 40% dos leitores da classe E, 29% da classe D
e 15% da classe C acessaram livros distribuídos pelo governo/escolas;
- 17% lêem muito devagar, 11% não têm paciência
para ler, 7% não compreendem o que lêem, 7% não
têm concentração;
- A leitura não é socialmente valorizada: 86%
dos não-leitores nunca foram presenteados com livros na infância; entre os
considerados leitores esse índice cai para 48%;
- Nos lares dos não-leitores, 55% nunca viram os
pais lendo; 23% dos pais do total de entrevistados não têm instrução
alguma, outros 23% cursaram até a 4ª série e 15% têm fundamental
incompleto.