Base do Governo no Congresso abandona discurso pró-educação e pode
cortar recursos para 2009
Bastou a crise da
economia mundial chegar com maior intensidade ao Brasil para a base
do governo anunciar possíveis cortes nas
áreas sociais. A educação pode ser uma das principais afetadas, contrariando o
discurso de priorização do setor.
Com a
justificativa de conter gastos e criar reservas para enfrentar a tormenta
econômica global, a base governista está se articulando para aprovar a
restrição de investimentos ministeriais na definição da Loa (Lei Orçamentária
Anual) 2009. O relatório preliminar do Projeto de Lei 38/2008-CN, que trata da
matéria, está sob responsabilidade do senador Delcídio Amaral (PT-MS).
De acordo
com o documento, o orçamento geral da União para o próximo ano é 17,68% maior
que o de 2008, ou seja, saltou de R$ 1.414,6 trilhões para R$ 1.664,7 trilhões.
Mesmo assim, projetos como o Pró-Infância, o Proinfo, o Mais Educação e Caminho da
Para evitar
o prejuízo, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, a CNTE (Confederação
Nacional dos Trabalhadores em Educação) e um conjunto de entidades da sociedade
civil irão se reunir com o senador Amaral essa semana
para discutir o assunto. O grupo também pretende conversar com outros
parlamentares para alertá-los a respeito dos riscos para a educação e para
outras áreas sociais. “Os recursos já são escassos e, mesmo diante da crise,
não dá para aceitar cortes porque são as áreas sociais que criam a estrutura real para que o país se fortaleça e cresça
economicamente”, declarou