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19 de dezembro de 2007 |
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de Gente lança o livro "Oficineiros
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O
PNE (Plano Nacional de Educação – lei
10.172) será um dos temas abordados na Conferência Nacional de Educação
Básica, que acontece em 2008. Em vigor desde 2001, o PNE estabeleceu 281
metas qualitativas e quantitativas (algumas delas vetadas pelo presidente
Fernando Henrique Cardoso) a serem cumpridas até 2011, para todos os níveis
e modalidades de ensino, formação e valorização do magistério,
financiamento e gestão. Em 2007 muitas dessas metas não foram alcançadas e
outras dificilmente serão cumpridas até 2011. O parágrafo 2º do artigo 3o
da lei que institui o Plano prevê a realização da primeira avaliação
quatro anos após a vigência do mesmo, uma atribuição do Ministério da
Educação. Contudo, até o momento, o MEC não divulgou nenhum relatório. Independentemente
desta avaliação de meio termo não divulgada, com base nas metas do PNE
quais foram os resultados obtidos até o momento? Há previsão para o lançamento
de uma avaliação por parte do Governo Federal? Qual a importância de
incluir o PNE nas discussões durante a Coneb em 2008? Por que as metas do PNE
não foram consideradas no PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação)? O
ministro da Educação, Fernando Haddad, responde: “A
Comissão de Educação e Cultura do Congresso Nacional produziu uma avaliação
em 2005. O Ministério da Educação também produziu uma avaliação, mas
ainda não há previsão de divulgação dos resultados. Essa avaliação do
MEC mostra, por exemplo, que mais de 80% das crianças entre os quatro e os
seis anos já são atendidas na escola. O Plano Nacional de Educação previa
o atendimento de 60% das crianças nessa faixa etária até 2006 - portanto
estamos cumprindo a meta. Outras metas, entretanto, são mais difíceis, até
porque alguns pontos da lei que garantiriam os recursos financeiros para o seu
cumprimento foram vetados ainda em 2001, conforme mencionado. A erradicação
do analfabetismo até 2011, por exemplo, poderá não ser alcançada pois o
Plano Nacional de Educação previa que toda a população brasileira tivesse
concluído pelo menos as quatro séries iniciais do ensino fundamental até
2006, o que significaria atender 30 milhões de pessoas em um período de
apenas quatro anos. Ora, esse é o total aproximado de estudantes brasileiros
que freqüentam todo o ensino fundamental. Por aí se tem uma idéia do que
significa essa meta. De qualquer forma, temos obtido avanços. A Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios, divulgada em setembro último pelo IBGE,
mostra que o número de analfabetos no Brasil reduziu em 600 mil de 2005 para
2006, quando, pela primeira vez, representou uma taxa de menos de 10% da
população acima de 15 anos. Ou seja, estamos avançando, temos metas claras
para a melhoria da educação, mas conscientes da enorme dívida histórica do
Brasil com a educação. Estamos
preparando a divulgação da avaliação, mas ainda não há uma data
programada para isso. A
conferência tem como tema central a articulação de um sistema nacional de
educação, adotado em regime de colaboração entre municípios, estados e
União. Nessa perspectiva, é natural e necessário que se inclua o Plano
Nacional de Educação nos debates, principalmente no que diz respeito à sua
relação com os planos estaduais e municipais de educação, o mesmo
ocorrendo com o Plano de Desenvolvimento da Educação. |
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Internacional 72
milhões de crianças estão fora da escola em todo o mundo Relatório
da CGE (Campanha Global pela Educação) revela ainda que 774 milhões de
adultos são analfabetos e faltam 18 milhões de professores nas salas de aula Dados
colhidos pela CGE em 178 países nos últimos sete anos mostram que ainda
falta muito para alcançar as metas
do EPT (Educação para Todos). Eles foram compilados no relatório “No
Excuses” (Sem Desculpas), lançado este mês. O texto mostra que houve
avanços em algumas nações, mas a falta de qualidade ainda preocupa,
especialmente com relação às meninas, às crianças deficientes e àquelas
que vivem em áreas rurais. Em áreas de conflito não aconteceram quaisquer
progressos. O
relatório marca o período intermediário entre 2000, ano em que 164
governantes assinaram o termo do EPT, e 2015, prazo final para o cumprimento
das metas. O documento aponta que os países ricos não estão cumprindo sua
parte no acordo, seja por falta de financiamento adequado ou de vontade política.
"Precisamos desesperadamente acabar com a crise mundial da educação.
Quase um bilhão de pessoas nunca tiveram acesso à educação e uma em quatro
mulheres não foram alfabetizadas. Isso pode mudar. Sabemos que o mundo pode
pagar e que uma combinação de vontade política com recursos pode tornar
possível educação para todos e todas. Contudo, devido à complacência dos
atuais governos, isso não será alcançado até o fim da vida das crianças
de hoje. Está na hora de eles responderem às exigências e parar com
desculpas", afirma Kailash Satyarthi, presidente da Campanha Global pela
Educação. Nota
B para o Brasil – O
relatório da Campanha Global divulga uma classificação dos países
atribuindo notas de A à F para as ações dos governos. Os cinco primeiros
classificados são Ilhas Maurício, Letônia, Uruguai, Hungria e Eslováquia,
onde altos níveis de empenho permitiram elevados padrões de desenvolvimento.
Os últimos, com graus de E à F, são Haiti, Somália, Guiné-Bissau, Micronésia
e República
Centro-Africana.
O
Brasil obteve nota B- e aparece em 16º lugar entre 156 países em
desenvolvimento no ranking global e em 7º lugar na América Latina (veja
tabela em inglês). O país está no bloco dos que têm conseguido um
grande avanço em alargar a cobertura do ensino básico nos últimos 18 anos,
junto com Costa Rica, Cuba, México, Sri Lanka e Tailândia. Ricos
descem a ladeira – Por
causa da quebra de compromissos muitos países ricos aparecem em posições
ruins. Embora Noruega e Holanda estejam classificados no topo, as nações do
G8 são as que menos financiam a educação. Quando classificadas no quadro
global, o Reino Unido cai para a quinta posição, o Canadá fica na 36ª, a
França vai para 91ª, a Alemanha baixa para 109ª, o Japão para 124ª, e a
Itália e os Estados Unidos ficam perto da parte inferior da classe mundial na
146ª posição. "O que os ricos gastam apenas em alguns dias com
despesas militares daria para dar a cada menino e menina da África a
oportunidade de ir à escola", disse Gorgui Sow, representante da
Campanha Global no Senegal. “O ensino básico deve ser garantido a todos,
independentemente da sua raça, sexo ou crenças religiosas”, comenta a
representante peruana da Campanha, Nelida Céspedes. O “No
Excuses” pode ser encontrado em dois idiomas (inglês e francês) no site
da Campanha Global.
Ativistas
de todo mundo se reunirão
De
Membro da direção da Campanha Global desde que a
mesma foi criada, em Além de debater um amplo leque de questões relativas à educação
universal, a Assembléia determinará as diretrizes e ações da Campanha
Global para os próximos anos. Programação –
No primeiro dia, terça 22 de janeiro, a Assembléia discutirá o quanto se
avançou (ou não) no alcance das metas do EPT, nas seguintes áreas: Educação
Infantil, Educação Fundamental, Alfabetização e Educação de Adultos,
Disparidades de Gênero, Qualidade. O segundo dia será destinado à discussão
de pauta mais interna da CGE, como suas conquistas e seus desafios até então,
a Semana de Ação Mundial e as perspectivas regionais. O terceiro e último
dia será dedicado ao processo eleitoral da Assembléia. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros da Secretaria
Geral da Presidência, Luiz Dulci, e da Educação, Fernando Haddad, foram
convidados a participar da solenidade de abertura. Também devem participar
personalidades internacionais como Graça Machel, liderança na luta pela
independência de Moçambique, ex-secretária geral da ONU e esposa de Nelson
Mandela. O primeiro dia da Assembléia da Campanha Global será aberto à
participação de convidados. O que é a (CGE) Campanha
Global pela Educação – A CGE promove a educação como um direito
humano e mobiliza pressão pública sobre os governos e a comunidade
internacional para que cumpram suas promessas no sentido de oferecer educação
básica gratuita e obrigatória para todas as pessoas, sobretudo para crianças,
mulheres e todos os setores marginalizados da sociedade. A Campanha Global baseia-se na convicção de que educação de qualidade
para todos é alcançável e na consciência de que falhar nessa oferta traz
enormes custos para todos. A Campanha Global acredita que numa economia cada
vez mais baseada no conhecimento, a exclusão pela educação irá se traduzir
em crescente pobreza, desigualdade e privações.
Clade
faz preparativos para encontro mundial de educação Mais de 40 pessoas
participaram da Assembléia da Clade (Campanha Latino-Americana pelo Direito
à Educação), realizada nos dias 28 e 29 de novembro Os movimentos nacionais de
educação da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El
Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai,
Uruguai e Venezuela enviaram representantes à Assembléia. Pela CGE
compareceram a consultora do grupo no Senegal, Anne Marie Mujica, e a
coordenadora de comunicação, Alex Kent. A Campanha Nacional pelo Direito à
Educação foi representada por seu coordenador geral, No encontro ficou decidido
que a Clade ingressa no Comitê Diretivo da CGE, na vaga deixada pelo Ceaal (Conselho
para Educação de Adulto para a América Latina). Já a Campanha Brasileira
permanecerá por pelo menos mais um ano no posto. “Desde a fundação da
Campanha Global a Campanha Brasileira participa da Direção. A idéia é ficar
mais um ano e preparar outra coalizão nacional para essa desafiadora e
importante tarefa”, afirma Daniel. Para Elizabete, o encontro foi importante
para inserir a América Latina no debate mundial. “A CGE está muito voltada
para o continente africano e para o sudeste asiático. Lá as ações focam
educação e extrema pobreza, mas não dão conta da nossa situação que
envolve grande desigualdade social”, afirmou. Outras resoluções importantes foram a decisão de que a América Latina apresentará para a Assembléia da CGE moções sobre desenvolvimento, interculturalidade e diversidade, financiamento e educação como um direito humano (veja as moções). |
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Com apoio do Instituto C&A, do Mieib (Movimento
Interfóruns de Educação
Infantil do Brasil), do Núcleo de Relações Étnico-Raciais e de Gênero da
Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte, e da Save the Children
Reino Unido, a Ação Educativa,
o Ceert (Centro de Estudos das Relações
de Trabalho e Desigualdades) e o Ceafro (Centro do Estudante Afro-brasileiro) lançaram o livro "Igualdade
das Relações Étnico-Raciais na Escola". A publicação discute em 96
páginas as possibilidades e os desafios para implementação da Lei 10.639/2003, que estabelece o ensino da história e da cultura afro-brasileira
africana na educação básica brasileira. Editora
Peirópolis. História
e cultura afro-brasileira
Informações:
Telefone (61) 2106-3500 Caderno
CRH Saiu
a mais nova edição do "Caderno CRH" do Centro de Recursos Humanos
da universidade Federal da Bahia. O tema central da publicação é
"Regime de Bem-Estar e Pobreza", com organização da
professora Anete Brito Leal Alvo. Informações:
Telefone (71) 3283-5857 / e-mail revcrh@ufba.br Perdão
e Reconciliação O Centro de Direito Humanos e
Educação Popular de Campo Limpo e a Fundação para a Reconciliação de
Bogotá (Colômbia) lançaram um DVD que discute a cultura de superação da
violência. O DVD pode ser encontrado no bairro do Brás, em São Paulo.
Informações:
Telefone
(11) 3311-6642 / e-mail rederua@uol.com.br Boletim Faísca A edição número
35 do boletim Faísca,
editado pelo programa Observatório da Educação da
Ação Educativa, aborda a
composição dos Conselhos Estaduais e Municipais de Educação. Informações:
e-mail marina.gonzalez@acaoeducativa.org / Telefone (11) 3151-2333 ramal
175 Sobre o Observatório da Educação: clique aqui. Um mundo para as Crianças Fórum Baiano de Educação Infantil No editorial do informativo de dezembro, o Fórum Baiano de Educação Infantil faz uma breve reflexão sobre suas atividades em 2007. Informações: Telefone (71)3328-3783 ou 3328-3784 / fbei2005@yahoo.com.br |
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